Para a maioria das pessoas, gera desconforto prestar fiança a amigos ou parentes. Não é pra menos. Ser a garantia da dívida de alguém é algo que envolve riscos. Antes de afiançar uma pessoa, é preciso ficar atento às responsabilidades assumidas e, sobretudo, à relação de confiança que se tem com o afiançado. Afinal, não são poucas as histórias de amizades e relações familiares rompidas que começaram com um contrato de fiança.
Prova disso são os casos envolvendo fiança que chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Impasses que levaram a uma expressiva coletânea de precedentes e à edição de súmulas.
A fiança é uma garantia fidejussória, ou seja, prestada por uma pessoa. Uma obrigação assumida por terceiro, o fiador, que, caso a obrigação principal não seja cumprida, deverá arcar com o seu cumprimento.
Ela tem natureza jurídica de contrato acessório e subsidiário, o que significa que depende de um contrato principal, sendo sua execução subordinada ao não cumprimento desse contrato principal pelo devedor.
Fiança não é aval
É importante não confundir fiança e aval. Apesar de também ser uma garantia fidejussória, o aval é específico de títulos de crédito, como nota promissória, cheque, letra de câmbio. A fiança serve para garantir contratos em geral, não apenas títulos de crédito.
O aval também não tem natureza jurídica subsidiária, é obrigação principal, dotada de autonomia e literalidade. Dispensa contrato, decorre da simples assinatura do avalista no titulo de crédito, pelo qual passa a responder em caso de inadimplemento do devedor principal.
Entrega das chaves
Em um contrato de aluguel, portanto, o proprietário do imóvel exigirá um fiador, não um avalista e, até a entrega das chaves, será ele a segurança financeira da locação do imóvel.
Essa “entrega das chaves”, no entanto, tem gerado muita discussão nos tribunais, sobretudo nas execuções contra fiadores em contratos prorrogados, sem a anuência destes.
O enunciado da Súmula 214 do STJ diz que “o fiador na locação não responde por obrigações resultantes de aditamento ao qual não anuiu”. Em contratos por prazo determinado, então, não poderia haver prorrogação da fiança sem a concordância do fiador, certo? Depende.
Nessas situações, a jurisprudência do STJ disciplina que, existindo no contrato de locação cláusula expressa prevendo que os fiadores respondem pelos débitos locativos, até a efetiva entrega do imóvel, subsiste a fiança no período em que o referido contrato foi prorrogado, mesmo sem a anuência do fiador (AREsp 234.428).
No julgamento do Recurso Especial 1.326.557, entretanto, o ministro Luis Felipe Salomão, relator, destacou que esse entendimento vale apenas para contratos firmados antes da nova redação conferida ao artigo 39 da Lei 8.245/91 (Lei do Inquilinato), introduzida pela Lei 12.112/ 09.
De acordo com o dispositivo, “salvo disposição contratual em contrário, qualquer das garantias da locação se estende até a efetiva devolução do imóvel, ainda que prorrogada a locação por prazo indeterminado, por força desta Lei”. Ou seja, para que a fiança não seja prorrogada automaticamente, é necessário que no contrato esteja especificado que o fiador ficará isento de responsabilidade na hipótese de prorrogação do contrato.
“Diante do novo texto legal, fica nítido que, para contratos de fiança firmados na vigência da Lei 12.112/09 – pois a lei não pode retroagir para atingir pactos anteriores à sua vigência –, salvo pactuação em contrário, o contrato de fiança, em caso de prorrogação da locação, por prazo indeterminado, também prorroga-se automaticamente a fiança, resguardando-se, durante essa prorrogação, evidentemente, a faculdade de o fiador exonerar-se da obrigação, mediante notificação resilitória”, explicou Salomão.
Notificação resilitória
O Código Civil de 2002 também trouxe mudanças em relação à exoneração do fiador. Enquanto o Código de 1916 determinava que a exoneração somente poderia ser feita por ato amigável ou por sentença judicial, o novo código admite que a fiança, sem prazo determinado, gera a possibilidade de exoneração unilateral do fiador.
Para que isso aconteça, o fiador deve notificar o credor sobre a sua intenção de exonerar-se da fiança. A exoneração, contudo, não é imediata. De acordo com a nova redação da Lei 8.245/91, o fiador fica obrigado por todos os efeitos da fiança durante 120 dias após a notificação do credor. Neste caso, o locador notifica o locatário para apresentar nova garantia locatícia no prazo de 30 dias, sob pena de desfazimento da locação.
Novo fiador
Além dos casos de exoneração, o locador também pode exigir a troca do fiador nas seguintes situações: morte do fiador; ausência, interdição, recuperação judicial, falência ou insolvência do fiador declarados judicialmente; alienação ou gravação de todos os bens imóveis do fiador ou sua mudança de residência sem comunicação do locador e também ao final de contratos por tempo determinado.
Foi o que aconteceu no julgamento do Recurso Especial 902.796, contra uma ação de despejo. Ao término do contrato de aluguel, por prazo determinado e sem previsão de prorrogação, o locador exigiu a apresentação de novo fiador, mas a providência solicitada não fui cumprida.
O locatário argumentou que “não cometeu qualquer falta contratual capaz de suscitar a rescisão e o consequente despejo. Isso porque, em sendo a avença prorrogada por tempo indeterminado, não haveria para ele, ainda que instado a tanto pela locadora, qualquer obrigação de apresentar novo fiador”, que estaria responsável pela garantia do imóvel até a entrega das chaves.
A ministra Laurita Vaz, relatora, negou provimento ao recurso sob o fundamento de que, sendo a fiança ajustada por prazo certo, “há expressa previsão legal – artigo 40, inciso V, da Lei 8.245/91 –, a permitir ao locador que exija a substituição da garantia fidejussória inicialmente prestada, notificando o locatário desse propósito e indicando-lhe prazo para o cumprimento”.
Outorga uxória
O locador também deve ficar atento às formalidades da lei no que diz respeito à outorga uxória do fiador. A outorga uxória é utilizada como forma de impedir a dilapidação do patrimônio do casal por um dos cônjuges. Por isso, a fiança prestada sem a anuência do cônjuge do fiador é nula. É exatamente daí que vem o enunciado da Súmula 332 do STJ: “Fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia total da garantia.”
No julgamento de Recurso Especial 1.095.441, no entanto, a Sexta Turma relativizou o entendimento. No caso, o fiador se declarou separado, mas vivia em união estável. Na execução da garantia do aluguel, sua companheira alegou a nulidade da fiança porque não contava com sua anuência, mas os ministros entenderam que permitir a anulação seria beneficiar o fiador, que agiu de má-fé.
“Esse fato, ao que se pode depreender, inviabiliza, por si só, a adoção do entendimento sumulado por esta Casa, pois, do contrário, seria beneficiar o fiador quando ele agiu com a falta da verdade, ao garantir o negócio jurídico”, disse o ministro Og Fernandes, relator.
O ministro observou também que a meação da companheira foi garantida na decisão, o que, segundo ele, afasta qualquer hipótese de contrariedade à lei.
Fiança e morte
A outorga uxória vincula o cônjuge até mesmo com a morte do fiador. De acordo com a jurisprudência do STJ, a garantia, que foi prestada pelo casal, não é extinta com o óbito, persistindo seus efeitos em relação ao cônjuge (REsp 752.856).
O mesmo não acontece, entretanto, se o locatário morre. Nesse caso, débitos advindos depois do falecimento, não são direcionados ao fiador.
“É firme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que, por ser contrato de natureza intuitu personae, porque importa a confiança que inspire o fiador ao credor, a morte do locatário importa em extinção da fiança e exoneração da obrigação do fiador”, explicou o ministro Arnaldo Esteves de Lima no julgamento do Agravo de Instrumento 803.977.
No caso apreciado, depois do falecimento do locatário, a cônjuge permaneceu no imóvel com as filhas. O locador moveu execução contra a fiadora, mas o tribunal de origem entendeu que o falecimento pôs fim à obrigação desta e o STJ confirmou a decisão.
Benefício de Ordem
Se, todavia, nos embargos à execução não puder ser invocada a ausência de outorga uxória ou mesmo a morte do locatário, poderá o fiador lançar mão do Benefício de Ordem.
O Benefício de Ordem é o direito que se garante ao fiador de exigir que o credor acione primeiramente o devedor principal. Isto é, que os bens do devedor sejam executados antes dos seus.
No entanto, o fiador não poderá se aproveitar deste benefício se no contrato de fiança estiver expressamente renunciado ao benefício; se declarar-se como pagador principal ou devedor solidário; ou se o devedor for insolvente ou falido.
Não adianta nem mesmo alegar que a cláusula de renúncia é abusiva, como foi feito no Recurso Especial 851.507, também de relatoria do ministro Arnaldo Esteves de Lima.
"Enquanto disposta de forma unilateral – característica do contrato de adesão – é abusiva e criadora de uma situação de extrema desvantagem para o polo hipossuficiente da relação contratual firmada, qual seja a locatária e seu fiador, impossibilitados de discutir ou de alterar quaisquer cláusulas do contrato objeto da execução”, alegou a defesa.
A irresignação não prosperou porque, segundo o relator, a renúncia ao Benefício de Ordem prevista é expressamente autorizada pelo artigo 828 do Código Civil.
Bem de família
É importante atentar também que, uma vez assumida a obrigação de fiador, não será possível alegar impenhorabilidade de bens na execução, ainda que se trate de seu único imóvel, ou seja, o bem de família.
Foi o que aconteceu no julgamento do Recurso Especial 1.088.962, de relatoria do ministro Sidnei Beneti. No caso, o tribunal de origem considerou o imóvel como bem de família e afastou a penhora, mas o acórdão foi reformado.
“Destaca-se que o Supremo Tribunal Federal, em votação plenária, proferiu julgamento no Recurso Extraordinário 407688, segundo o qual o único imóvel (bem de família) de uma pessoa que assume a condição de fiador em contrato de aluguel pode ser penhorado, em caso de inadimplência do locatário”, justificou o ministro.
A medida está amparada no artigo 3º da Lei 8.009/90, que traz expresso: “A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movida por obrigação decorrente de fiança concedida em contrato de locação.”
No julgamento do Recurso Especial 1.049.425, o ministro Hamilton Carvalhido, relator, chegou a manifestar sua opinião sobre a inconstitucionalidade da lei, mas, diante do entendimento do STF que considerou constitucional a penhora e da jurisprudência do STJ, votou conforme o entendimento firmado, mesmo sem concordar.
“A meu sentir, fere o princípio constitucional de igualdade, não podendo prevalecer, ainda mais quando, por norma constitucional posterior à lei, firmou-se o caráter social da moradia. Este Tribunal, entretanto, acompanhando a decisão da Corte Suprema, tem assentado a regularidade da aludida exceção, inclusive para os contratos de aluguel anteriores à vigência da Lei nº 8.245/91”, apontou Carvalhido.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Receita Federal: novo concurso em 2014 - Vagas no Fisco serão de nível superior, para as funções de analista tributário e auditor fiscal
Diná Sanchotene | dsanchotene@redegazeta.com.br
A Receita Federal deve abrir , em 2014, novo concurso público para os cargos de auditor fiscal e analista tributário. O órgão realizou processo seletivo para essas duas funções em 2012. A validade desses concursos, que expiraria em agosto, foi prorrogada e somente vencerá em fevereiro de 2014.
Para ingressar em uma dessas carreiras, é necessário ter formação superior em qualquer área do
conhecimento. As remunerações consistem em R$ 7.996 para analista e em R$ 13.600 para auditor.
O Ministério da Fazenda, ao qual a Receita Federal está vinculada, foi um dos principais focos de cortes do governo para equilibrar as contas. Essa baixa, de aproximadamente R$ 10 bilhões, foi anunciada em julho.
A área fazendária ocupa certo protagonismo nesse corte detalhado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Justamente por isso, as negociações para que haja nomeação demais 750 aprovados no último concurso para analista, dentro desse prazo de seis meses, podem não resultar emnada.
A expectativa é de que haja um fracionamento dessas vagas. Além das 750 chances para analista, estaria acordado entre Receita e MPOG a liberação de outras 300 contratações para auditor. Dificilmente todas essas vagas seriam liberadas nos próximos seis meses, ainda mais com o governo federal restringindo o número de nomeações.
Com este cenário, cresce a perspectiva quanto à realização de novos concursos públicos para analista tributário e auditor fiscal podem ser lançados em 2014. Mesmo que, principalmente no caso do cargo de analista, sejam liberadas algumas nomeações nos próximos meses.
A Receita Federal deve abrir , em 2014, novo concurso público para os cargos de auditor fiscal e analista tributário. O órgão realizou processo seletivo para essas duas funções em 2012. A validade desses concursos, que expiraria em agosto, foi prorrogada e somente vencerá em fevereiro de 2014.
Para ingressar em uma dessas carreiras, é necessário ter formação superior em qualquer área do
conhecimento. As remunerações consistem em R$ 7.996 para analista e em R$ 13.600 para auditor.
O Ministério da Fazenda, ao qual a Receita Federal está vinculada, foi um dos principais focos de cortes do governo para equilibrar as contas. Essa baixa, de aproximadamente R$ 10 bilhões, foi anunciada em julho.
A área fazendária ocupa certo protagonismo nesse corte detalhado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Justamente por isso, as negociações para que haja nomeação demais 750 aprovados no último concurso para analista, dentro desse prazo de seis meses, podem não resultar emnada.
A expectativa é de que haja um fracionamento dessas vagas. Além das 750 chances para analista, estaria acordado entre Receita e MPOG a liberação de outras 300 contratações para auditor. Dificilmente todas essas vagas seriam liberadas nos próximos seis meses, ainda mais com o governo federal restringindo o número de nomeações.
Com este cenário, cresce a perspectiva quanto à realização de novos concursos públicos para analista tributário e auditor fiscal podem ser lançados em 2014. Mesmo que, principalmente no caso do cargo de analista, sejam liberadas algumas nomeações nos próximos meses.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Concurso TRE/SC - Gabaritos
domingo, 19 de janeiro de 2014
Notícias do dia sobre concursos públicos - PCI Concursos
- Unesp de Ilha Solteira - SP seleciona Professores para departamento de Engenharia
- Prefeitura de Brasiléia - AC abre seleção com mais de 70 vagas
- SAAE de Itapira - SP abre vagas para Encanador, Mecânico e Operador de Máquina
- Unesp de Marília - SP abre 8 Concursos com vagas para Professores Substitutos
- Nutec - CE seleciona Estagiários de Design e Publicidade e Propaganda
- Prefeitura de Igaci - AL contrata Fundepes para realização de concurso
- Faepa - SP abre vagas para Tapeceiro e Eletricista no HCFMRP da USP
- CAU - RJ publica edital completo do concurso nº. 1/2014 com 23 vagas e cadastro reserva
- Prefeitura de Bom Repouso - MG retifica novamente seleção para cargos efetivos
- Unesp de Araçatuba - SP abre vagas para Professor na área de Medicina Veterinária
- MPE - PR abre teste seletivo para Estagiário de Pós-Graduação
- MPE - PR prorroga inscrições do teste seletivo para Estagiário em Altônia prorrogado
- Prefeitura e a Câmara de São José do Vale do Rio Preto - RJ abrem mais de 100 vagas
- Prefeitura de São José do Seridó - RN retifica novamente edital 001/2014
- Prefeitura de Monte Alegre do Piauí - PI republica edital 001/2014 por incorreção
- Aberto concurso com vaga para Professor na Etec de Franca - SP
- CELEPAR - PR abre concurso com 64 vagas para diversos cargos
- Divisão de Administração da Unesp abre vagas para Pesquisadores
- Etec de Penápolis - SP abre concurso com vaga para Professor
- Etec de Osvaldo Cruz - SP abre vagas para Professor
- Etec de Amparo - SP abre vagas para Professor em quatro cursos
- Emurb - SP abre 25 vagas de nível fundamental e médio
- IF Sul-rio-grandense seleciona Professores para campus de Sapucaia do Sul
- Unesp Campus de Guaratinguetá - SP abre seleção para Professor Substituto
- Prefeitura de Nova Aliança - SP abre seleções com vagas na educação e saúde
- Prefeitura de Buriticupu - MA divulga novo adendo do concurso 001/2013
- São Roque do Canaã - ES reabre inscrições para vagas da seleção de Pedagogo e Professor reaberto
- Prefeitura de Senador Alexandre Costa - MA seleciona Agentes de Saúde
- Unicamp - SP abre vaga para Professor Doutor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba
- Etec de Jundiaí - SP abre seleções para Professor em Classes Descentralizadas
- Prefeitura de Sidrolândia - MS abre vagas de nível médio e superior
- Prefeitura de Barão do Triunfo - RS retifica o concurso nº 1/2014 com 27 vagas
- Cesp da UEA - AM abre vaga para Professor Auxiliar na área de Matemática
- Prefeitura de Orós - CE reabre inscrições da seleção para Agentes ACS e ACE reaberto
- CAISM Philippe Pinel abre vagas para Médicos Psiquiatra e Neurologista
- IFC abre seleção para Professor no Campus de São Francisco do Sul
- Prefeitura de Mãe do Rio - PA suspende concurso nº 1/2013 com 495 vagas suspenso
- Prefeitura de Divisa Alegre - MG retifica seleção com vagas para diversos cargos
- SEJUDH - MT prorroga inscrições de seletiva com 41 vagas e formação de cadastro para Médicos
- Aberta seleção de estágio de nível superior no Correios - MA
- Prefeitura de São Gabriel do Oeste - MS abre seleção para diversos profissionais
- UFTM - MG abre vagas para Professor nas áreas de Matemática e Ciências
- UENP - PR retifica o concurso nº 02/2014 com 33 vagas para Professores
- IFRO de Colorado do Oeste abre vagas para Professores do Pronatec
- Prefeitura de Formosa - GO anuncia Processo Seletivo para Estagiários
- IFSP abre seleção com vagas para Professor no campus de Salto
- AMVER abre vaga para Projetista de Arquitetura em em São João del-Rei
- UFC abre vagas para Professores Substitutos em Sobral e Fortaleza - CE
- Centro de Detenção Provisória de São Vicente - SP prorroga inscrições do edital para Médico prorrogado
- Prefeitura de Paraíso das Águas - MS abre 169 vagas com salários de até 15,6 mil
- UFCG retifica edital 27/2013 e mantém inalterado o certame 26/2013
- Prefeitura de Pirapozinho - SP retifica edital do PS 02/2013 e mantém PS 03/2013 - Saúde e Educação
- Abertas quatro vagas para Professor no campus de Anápolis - IFG
- Mais de 70 vagas disponibilizadas na Prefeitura de Paranapanema - SP
- UFSM - RS seleciona docentes para os Campi de Santa Maria, Frederico Westphalen e Silveira Martins
- IF Goiano - GO abre vaga para Professor na área de Educação Física
- Colégio Técnico da Unicamp - SP abre seleção para Estagiário
- Cefet - RJ abre 10 vagas para Professores Temporários em vários campi
- UFJF - MG abre seleção para Professor Substituto em diversas Unidades Acadêmicas
- IFTO abre seleção para Professores do Pronatec em Dianópolis
- FEEC da Unicamp - SP abre seleção para Estagiário de Informática
- UFU - MG abre vagas para Professores Substitutos em diversas unidades acadêmicas
- MPE - PR abre vaga para Estagiário de Direiro na Promotoria de Adolescentes
- UFMG abre vaga para Professor na Escola de Educação Básica e Profissional
- Prefeitura de Catas Altas - MG abre seleção para quatro cargos de nível superior
- Prefeitura de Ampére - PR abre seleção para Auxiliar Administrativo Aprendiz
- UFF - RJ abre vagas para Professores Substitutos
- UFRJ abre vagas para Professor no CCS e CCJE
- Prefeitura de São José dos Campos - SP prorroga inscrições do Concurso para Médicos prorrogado
- Prefeitura de Guaimbê - SP divulga errata ao concurso 01/2014 - Professor e Monitor
- Copasa - MG abre concurso com 116 vagas em diversas regiões do Estado
- Famar - SP abre diversas vagas por meio de sete processos seletivos
- Unila - PR abre concurso para Professor com doutorado
- Seeduc - RJ covoca mais de 500 aprovados no concurso de Professor
- UNIRIO - RJ abre 79 vagas para cargos técnico-administrativos
- UFMS abre concurso com vagas técnico-administrativas e salários de até 3,6 mil reais
- Copanor - MG abre seleção com 82 vagas para Agente e Analista de Saneamento
- UNILA - PR retifica CPs nº. 3/2014 e 4/2014 e mantém o nº. 2/2014 inalterado
- IFSC abre 17 vagas para docentes em diversas unidades do estado
- IF Farroupilha - RS republica o edital do concurso 304/2013 para Professor
- Prefeitura de Apiacás - MT publica errata da seleção nº 1/2014 de Professores
- Prefeitura de Boa Esperança do Sul - SP retifica seletiva 001/2014 - cadastro reserva de Professores
- Unifesp - SP retifica novamente CP 1079/2013 e mantém 1076/2013 inalterado
- Prefeitura de Joaçaba - SC retifica seletiva 002/2014 com três vagas na área da saúde
- Prefeitura de Tramandaí - RS abre mais de 20 vagas em dois processos seletivos
- Prefeitura de Garuva - SC tem vaga para Psicólogo com salário de 4,2 mil
- Prefeitura de Joaçaba - SC retifica a seleção nº 1/2014 com duas vagas na saúde
- Aberta seleção do MPE - RS para Estagiário de Direito em Canoas
- Prefeitura de Piripiri - PI divulga edital completo da seleção nº 2/2014 para Professores
- Prefeitura de Erebango - RS retifica o concurso nº 1/2014 com 6 vagas
- MPE - PR seleciona Estagiário em Direito para a Procuradoria de Piraí do Sul
- Prefeitura de Indiana - SP abre concurso com 151 vagas de todos os níveis
- IFMG retifica edital 010/2014 e mantém inalterado o 011/2014 com vagas para Professor
- Sooretama - ES divulga errata do concurso 001/2014 com mais de 340 vagas
- IBPLAN de Brusque - SC retifica novamente o concurso nº. 5/2013 com 30 vagas
- Prefeitura de Brusque - SC retifica novamente os CPs 2, 4 e 8
- IFES abre cinco vagas para Professor Substituto no campus Itapina
- EBSERH retifica CP nº. 11/2013 com 349 vagas para o Hospital Universitário Júlio Muller da UFMT
- UFRN divulga calendário de provas do CP nº 37/2013 e mantém o CP 42/2013 inalterado
- Câmara de Paranaíba - MS prorroga inscrições do edital 001/2014 com 12 vagas prorrogado
- Divulgada retificação do edital 002/2013 do concurso 009/2013 da EBSERH para o HU/ UFS
- UFG retifica seletiva 1/2014 com 15 vagas para Professores nos campi de Catalão e Goiânia - GO
- MPE - RS seleciona Estagiário para Promotoria de Justiça Militar da capital
- USCS - SP retifica concurso nº. 2/2013 com vagas de nível superior
- EBSERH retifica edital 002/2013 do concurso 008/2013 para o HU - UFGD
- Cemmil - SP prorroga inscrições da seleção nº. 02/2013 prorrogado
- Abertas mais quatro seleções na Prefeitura de Santa Bárbara - MG
- UFSCar - SP abre dois concursos públicos para cargos técnico-administrativos
- MPE - RS abre vaga de estágio na Promotoria de Justiça Criminal de Gravataí
- SPDM seleciona profissionais para atuarem na DSEI Araguaia no Mato Grosso
- IFES abre vagas para Professores Substitutos no campus de Vitória
- Ceasa - RS prorroga inscrição da seletiva com cinco vagas de nível superior prorrogado
- Unipampa - RS abre 14 vagas para Professores com Mestrado ou Doutorado
- Prefeitura de Assunção - PB divulga comunicado ao concurso nº 1/2013 com 43 vagas
- Prefeitura de Pescaria Brava - SC retifica novamente a seleção nº 7/2013 com vagas na educação
- UnB - DF abre cinco seleções para Professor Substituto em dois Departamentos
- Prefeitura de Cabeceiras do Piauí - PI seleciona Professores
- MPE - PR seleciona Estagiário de Direito para a Comarca de Assaí
- UFMA retifica concurso nº. 004/2014 com 28 vagas para Professores
Calendário 2014 de Exames da Ordem 2014: provas serão todas neste ano
Brasília - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulga nesta segunda-feira (13) o calendário de provas dos XIII, XIV e XV Exames da Ordem Unificados (EOU), que serão aplicados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 2014.
Para facilitar o planejamento dos estudantes de Direito, a prova objetiva (primeira fase) e a prático-profissional (segunda fase) das três edições dos exames ocorrerão todas até dezembro. O calendário traz as datas em que os editais serão divulgados, os períodos de inscrições e as datas das provas das duas fases.
O coordenador Nacional do Exame de Ordem, Leonardo Avelino Duarte, lembra que esses exames seguem as novas regras, onde será permitido ao examinando fazer o aproveitamento da aprovação da 1ª fase quando reprovar na 2ª fase (prático-profissional), no exame subsequente. “No próximo exame, o candidato poderá fazer novamente a prova prático-profissional, uma única vez”.
Confira o calendário:
XII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 04/11/2013
Período de Inscrição 04/11/2013 a 14/11/2013
Prova Objetiva - 1ª fase 15/12/2013
Prova prático-profissional - 2ª fase 09/02/2014
XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 27/02/2014
Período de Inscrição 27/02 /2014 a 11/03/2014
Prova Objetiva - 1ª fase 13/04/2014
Prova prático-profissional - 2ª fase 01/06/2014
XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 20/06/2014
Período de Inscrição 20/06/2014 a 02/07/2014
Prova Objetiva - 1ª fase 03/08/2014
Prova prático-profissional - 2ª fase 14/09/2014
XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 26/09/2014
Período de Inscrição 26/09/2014 a 09/10/2014
Prova Objetiva - 1ª fase 09/11/2014
Prova prático-profissional - 2ª fase 21/12/2014
Para facilitar o planejamento dos estudantes de Direito, a prova objetiva (primeira fase) e a prático-profissional (segunda fase) das três edições dos exames ocorrerão todas até dezembro. O calendário traz as datas em que os editais serão divulgados, os períodos de inscrições e as datas das provas das duas fases.
O coordenador Nacional do Exame de Ordem, Leonardo Avelino Duarte, lembra que esses exames seguem as novas regras, onde será permitido ao examinando fazer o aproveitamento da aprovação da 1ª fase quando reprovar na 2ª fase (prático-profissional), no exame subsequente. “No próximo exame, o candidato poderá fazer novamente a prova prático-profissional, uma única vez”.
Confira o calendário:
XII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 04/11/2013
Período de Inscrição 04/11/2013 a 14/11/2013
Prova Objetiva - 1ª fase 15/12/2013
Prova prático-profissional - 2ª fase 09/02/2014
XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 27/02/2014
Período de Inscrição 27/02 /2014 a 11/03/2014
Prova Objetiva - 1ª fase 13/04/2014
Prova prático-profissional - 2ª fase 01/06/2014
XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 20/06/2014
Período de Inscrição 20/06/2014 a 02/07/2014
Prova Objetiva - 1ª fase 03/08/2014
Prova prático-profissional - 2ª fase 14/09/2014
XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 26/09/2014
Período de Inscrição 26/09/2014 a 09/10/2014
Prova Objetiva - 1ª fase 09/11/2014
Prova prático-profissional - 2ª fase 21/12/2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Sentença procedente na 4ª Região sobre a nova ação revisional do FGTS
Relatório dispensado nos termos do art. 38 da Lei nº 9.099/95.
Busca a parte autora, por meio da presente demanda, seja a ré condenada a substituir o índice de correção monetária aplicado às contas vinculadas do FGTS (Taxa Referencial - TR) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC ou pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, com o pagamento das diferenças decorrentes da alteração.
Em síntese, alega que a TR, índice atualmente utilizado, não tem promovido a necessária atualização do saldo existente na conta fundiária, uma vez que se encontra em patamar inferior àqueles utilizados para indicação do percentual de inflação, como é o caso do IPCA ou do INPC.
Aduz, em defesa de sua tese, que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de não reconhecer a TR como índice capaz de corrigir a variação inflacionária da moeda, não servindo, portanto, como índice de correção monetária.
Citada, a CEF aduz preliminarmente sua ilegitimidade passiva e a necessidade da formação litisconsórcio passivo necessário com a União e o Banco Central do Brasil. No mérito defende a improcedência do pedido, principalmente com base na legalidade do uso da TR para a correção dos saldos depositados em contas do FGTS.
Da ilegitimidade passiva da CEF e do litisconsórcio passivo necessário - União e BACEN.
Sem maiores delongas, este magistrado adota a teoria da asserção, na qual as condições da ação são verificadas in status assertionis, ou seja, com base nas alegações de fato contidas na inicial.
Em outras palavras, caso o juiz, da simples leitura da atrial, perceba que a parte falta uma condição de ação (ilegitimidade ativa ad causam) deve extinguir o processo sem julgamento de mérito, ao passo que, caso tal análise ocorra com a junção da exordial e os fatos/documentos ou análise jurídica, deve ocorrer extinção do processo, com julgamento de mérito, pela improcedência do pleito.
Não é outro o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.095.276, 2ª Turma, Rel. Min. Humberto Martins, j. 25/05/2010 e p. 11/06/2010, in verbis:
PROCESSUAL CIVIL ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL NA NARRAÇÃO CONTIDA NA PETIÇÃO VESTIBULAR CONDIÇÕES DA AÇÃO LIMITES RAZOÁVEIS E PROPORCIONAIS PARA A APLICAÇÃO DA TEORIA DA ASSERÇÃO ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DO ENTE ESTATAL.
1. A teoria da asserção estabelece direito potestativo para o autor do recurso de que sejam consideradas as suas alegações em abstrato para a verificação das condições da ação, entretanto essa potestade deve ser limitada pela proporcionalidade e pela razoabilidade, a fim de que seja evitado abuso do direito.
2. O momento de verificação das condições da ação, nos termos daquela teoria, dar-se-á no primeiro contato que o julgador tem com a petição inicial, ou seja, no instante da prolação do juízo de admissibilidade inicial do procedimento. Logo, a verificação da legitimidade passiva ad causam independe de dilação probatória na instância de origem e de reexame fático-probatório na esfera extraordinária.
3. Não se há falar em legitimidade passiva ad causam quando as alegações da peça vestibular ilustrarem de maneira cristalina que o réu não figura na relação jurídica de direito material nem em qualquer relação de causalidade. Agravo regimental provido - grifou-se.
A matéria encontra-se pacificada em nossos tribunais, tendo sido sumulada pelo E. STJ, no seguinte teor:
'Súmula nº 249: A Caixa Econômica Federal temlegitimidade passiva para integrar processo em que se discute correção monetária doFGTS.'
Igualmente, no que concerne àlegitimidade passiva, não há que se falar em litisconsórcio passivo necessário da União e doBACEN, consoante já pacificado pelo egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com a edição da Súmula 56:
'Somente a Caixa Econômica Federal tem legitimidade passiva nas ações que objetivam a correção monetária das contas vinculadas do FGTS'.
Desta feita, a CEF é parte legítima, como único ente legitimado passivamente para a causa, motivo pelo qual afasto as alegações.
Mérito propriamente dito
A controvérsia posta nos autos diz respeito à possibilidade de aplicação da TR como forma de correção do saldo das contas vinculadas ao FGTS, especialmente a conta de titularidade da parte autora, uma vez que o índice não reflete a correção monetária do período, ocasionando perda no valor que se encontra depositado em seu favor.
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS, criado pela Lei nº 5.107/66 e atualmente regido pela Lei nº 8.036/90, é constituído por meio de depósitos mensais realizados pelos empregadores em conta vinculada aos trabalhadores e tem por fim garantir ao empregado estabilidade no emprego, além de auxílio monetário em caso de despedida sem justa causa.
Segundo a Lei 8.036/90, no início de cada mês o empregador deve depositar, em conta aberta na Caixa Econômica Federal, em nome do empregado, valor correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração deste, que pode movimentá-la sempre que verificada uma das hipóteses estabelecidas no art. 20 da referida Lei.
O Fundo é gerido e administrado a partir das normas e diretrizes do Conselho Curador e os recursos fundiários, por expressa previsão legislativa, são utilizados para financiar investimentos sociais nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura urbana (artigo 9º, §§ 2º e 3º, da Lei 8.036/90).
Quanto à forma de remuneração do fundo, esta está prevista no artigo 13 da Lei:
Art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização juros de (três) por cento ao ano.
Os parâmetros de atualização dos saldos da poupança, por sua vez, encontram-se previstos no artigo 12 da Lei nº 8.177/91, que dispõe:
Art. 12. Em cada período de rendimento, os depósitos de poupança serão remunerados:
I - como remuneração básica, por taxa correspondente à acumulação das TRD, no período transcorrido entre o dia do último crédito de rendimento, inclusive, e o dia do crédito de rendimento, exclusive;
Nesta mesma Lei, estão definidos os parâmetros para fixação da Taxa Referencial (TR) e da Taxa Referência Diária (TRD), nos seguintes termos:
Art. 1º O Banco Central do Brasil divulgará Taxa Referencial (TR), calculada a partir da remuneração mensal média líquida de impostos, dos depósitos a prazo fixo captados nos bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos múltiplos com carteira comercial ou de investimentos, caixas econômicas, ou dos títulos públicos federais, estaduais e municipais, de acordo com metodologia a ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, no prazo de sessenta dias, e enviada ao conhecimento do Senado Federal.
(...)
§ 3º Enquanto não aprovada a metodologia de cálculo de que trata este artigo, o Banco Central do Brasil fixará a TR.
Art. 2º O Banco Central do Brasil divulgará, para cada dia útil, a Taxa Referencial Diária (TRD), correspondendo seu valor diário à distribuição pro rata dia da TR fixada para o mês corrente.
§ 1º Enquanto não divulgada a TR relativa ao mês corrente, o valor da TRD será fixado pelo Banco Central do Brasil com base em estimativa daquela taxa.
§ 2º Divulgada a TR, a fixação da TRD nos dias úteis restantes do mês deve ser realizada de forma tal que a TRD acumulada entre o 1º dia útil do mês e o 1º dia útil do mês subseqüente seja igual à TR do mês corrente.
Além de dispor que a TR seria o índice utilizado para correção da poupança, a Lei nº 8.177/91 também dispôs que tal taxa seria aplicada para fins de correção dos depósitos do FGTS, conforme previsto no seu art. 17:
Artigo 17 - A partir de fevereiro de 1991, os saldos das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) passam a ser remunerados pela taxa aplicável à remuneração básica dos depósitos de poupança com data de aniversário no dia 1º, observada a periodicidade mensal para remuneração. Parágrafo único. As taxas de juros previstas na legislação em vigor do fgts são mantidas e consideradas como adicionais à remuneração prevista neste artigo.
Conforme se depreendo da leitura do artigo acima, ficou determinado que aos saldos das contas do FGTS passaria a ser aplicado a taxa aplicável aos depósitos de poupança, ou seja, a TR, mantidas as taxas de juros previstas na legislação própria do FGTS, qual seja, a taxa de 3% de juros anuais, conforme já supra exposto.
Não se pode discutir, portanto, que é legal a aplicação da TR como índice de correção dos saldos do FGTS. De fato, há lei vigente que prevê tal aplicação. No entanto, há que se analisar, de fato, se a legalidade é capaz de afastar o fato de que o índice previsto na norma não é capaz de 'corrigir monetariamente' o saldo dos depósitos de FGTS, como expressamente previsto na Lei 8.036/90, nos seus artigos 2º e 13:
Art. 2º O FGTS é constituído pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta lei e outros recursos a ele incorporados, devendo ser aplicados com atualização monetária e juros, de modo a assegurar a cobertura de suas obrigações.
(...) omissis.
Art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização juros de (três) por cento ao ano. - grifou-se.
A Lei, portanto, dispõe que o fundo deverá ser corrigido monetariamente ea correção monetária não representa qualquer acréscimo, mas simples recomposição do valor da moeda corroído pelo processo inflacionário (STJ, REsp nº 1.191.868, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, j. 15/06/2010 e p. 22/06/2010).
A Taxa Referencial (TR) como bem trazido pela parte autora, foi índice capaz de refletir a inflação ocorrida na economia brasileira por significativo período de tempo, durante o qual não havia quaisquer razões para se opor a sua aplicação. Não é, contudo, a realidade desde janeiro de 1999, a partir de quando o índice deixou de espelhar a desvalorização da moeda.
Por reputar oportuno, comparem-se os índices mensais da TR, do IPCA-E e do INPC, a partir de 01/01/1999 até 31/12/2013, respectivamente:
[neste trecho da sentença seguem as tabelas dos índices]
Pois bem. Verificada a desigualdade/desproporção entre a TR e de outra banda, o IPCA-E e o INPC, passa-se a analisar a real função da correção monetária em cotejo com o princípio constitucional do direito à propriedade (art. 5º, XXII, da Carta Magna).
No julgamento da ADI nº 493-0, o Pretório Excelso, no voto do i relator Moreira Alves, em razão da causa petendi, foi determinado que haveria impossibilidade de aplicação da TR aos contratos do Sistema Financeiro de Habitação somente para o período anterior à vigência da Lei 8.177/91. Embora em tal julgado o STF não tenha declarado que haveria impossibilidade de utilização de tal índice aos contratos firmados após essa data, nele ficou reconhecido, de maneira cristalina que aquele Tribunal não reconhecia a TR como índice hábil a promover a atualização monetária.
Eis a ementa de tal julgado:
Ação direta de inconstitucionalidade. - Se a lei alcançar os efeitos futuros de contratos celebrados anteriormente a ela, será essa lei retroativa (retroatividade minima) porque vai interferir na causa, que e um ato ou fato ocorrido no passado. - O disposto no artigo 5, XXXVI, da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional, sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado, ou entre lei de ordem pública e lei dispositiva. Precedente do S. T. F.
Ocorrência no caso, de violação de direito adquirido. A taxa referencial (TR) não é índice de correção monetária, pois, refletindo as variações do custo primário da captação dos depósitos a prazo fixo, não constitui índice que reflita a variação do poder aquisitivo da moeda. Por isso, não há necessidade de se examinar a questão de saber se as normas que alteram índice de correção monetária se aplicam imediatamente, alcançando, pois, as prestações futuras de contratos celebrados no passado, sem violarem o disposto no artigo 5, XXXVI, da Carta Magna. - Também ofendem o ato jurídico perfeito os dispositivos impugnados que alteram o critério de reajuste das prestações nos contratos ja celebrados pelo sistema do Plano de Equivalencia Salarial por Categoria Profissional (PES/CP). Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade dos artigos 18, 'caput' e parágrafos 1 e 4; 20; 21 e parágrafo único; 23 e parágrafos; e 24 e parágrafos, todos da Lei n. 8.177, de 1 de maio de 1991.(ADI 493, Relator (a): Min. MOREIRA ALVES, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/1992, DJ 04-09-1992 PP-14089 EMENT VOL-01674-02 PP-00260 RTJ VOL-00143-03 PP-00724)
No entanto, foi com o julgamento das ADI 4425 e 4357, onde o Supremo Tribunal Federal analisou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 62/2009, que ficou inconteste o entendimento daquela Corte no sentido de que a TR não pode ser utilizada como índice de atualização monetária, eis que não é capaz de espelhar o processo inflacionário brasileiro.
Seguem trechos do voto do Ministro Luiz Fux, redator para o acórdão:
Quanto à disciplina da correção monetária dos créditos inscritos em precatórios, a EC nº 62/09 fixou como critério o 'índice oficial de remuneração da caderneta de poupança'. Ocorre que o referencial adotado não é idôneo a mensurar a variação do poder aquisitivo da moeda. Isso porque a remuneração da caderneta de poupança, regida pelo art. 12 da Lei nº 8.177/91, com atual redação dada pela Lei nº 12.703/2012, é fixada ex ante, a partir de critérios técnicos em nada relacionados com a inflação empiricamente considerada. Já se sabe, na data de hoje, quanto irá render a caderneta de poupança. E é natural que seja assim, afinal a poupança é uma alternativa de investimento de baixo risco, no qual o investidor consegue prever com segurança a margem de retorno do seu capital.
A inflação, por outro lado, é fenômeno econômico insuscetível de captação apriorística. O máximo que se consegue é estimá-la para certo período, mas jamais fixá-la de antemão. Daí por que os índices criados especialmente para captar o fenômeno inflacionário são sempre definidos em momentos posteriores ao período analisado, como ocorre com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A razão disso é clara: a inflação é sempre constatada em apuração ex post, de sorte que todo índice definido ex ante é incapaz de refletir a efetiva variação de preços que caracteriza a inflação. É o que ocorre na hipótese dos autos. A prevalecer o critério adotado pela EC nº 62/09, os créditos inscritos em precatórios seriam atualizados por índices pré-fixados e independentes da real flutuação de preços apurada no período de referência. Assim, o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança não é critério adequado para refletir o fenômeno inflacionário.
Destaco que nesse juízo não levo em conta qualquer consideração técnico-econômica que implique usurpação pelo Supremo Tribunal Federal de competência própria de órgãos especializados. Não se trata de definição judicial de índice de correção. Essa circunstância, já rechaçada pela jurisprudência da Casa, evidentemente transcenderia as capacidades institucionais do Poder Judiciário. Não obstante, a hipótese aqui é outra.
Diz respeito à idoneidade lógica do índice fixado pelo constituinte reformador para capturar a inflação, e não do valor específico que deve assumir o índice para determinado período. Reitero: não se pode quantificar, em definitivo, um fenômeno essencialmente empírico antes mesmo da sua ocorrência. A inadequação do índice aqui é autoevidente.
Corrobora essa conclusão reportagem esclarecedora veiculada em 21 de janeiro de 2013 pelo jornal especializado Valor Econômico. Na matéria intitulada 'Cuidado com a inflação', o periódico aponta que ' o rendimento da poupança perdeu para a inflação oficial, medida pelo IPCA, mês a mês desde setembro'de 2012. E ilustra: 'Quem investiu R$1mil na caderneta em 31 de junho [de 2012], fechou o ano com poder de compra equivalente a R$996,40. Ganham da inflação apenas os depósitos feitos na caderneta antes de 4 de maio, com retorno de 6%. Para os outros, vale a nova regra, definida no ano passado, de rendimento equivalente a 70% da meta para a Selic, ou seja, de 5,075%'. Em suma: há manifesta discrepância entre o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança e o fenômeno inflacionário, de modo que o primeiro não se presta a capturar o segundo. O meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é, portanto, inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período).
(...)
Assentada a premissa quanto à inadequação do aludido índice, mister enfrentar a natureza do direito à correção monetária. Na linha já exposta pelo i. Min. Relator, 'a finalidade da correção monetária, enquanto instituto de Direito Constitucional, não é deixar mais rico o beneficiário, nem mais pobre o sujeito passivo de uma dada obrigação de pagamento. É deixá-los tal como qualitativamente se encontravam, no momento em que se formou a relação obrigacional'. Daí que a correção monetária de valores no tempo é circunstância que decorre diretamente do núcleo essencial do direito de propriedade (CF, art. 5º, XXII). Corrigem-se valores nominais para que permaneçam com o mesmo valor econômico ao longo do tempo, diante da inflação. A ideia é simplesmente preservar o direito original em sua genuína extensão. Nesse sentido, o direito à correção monetária é reflexo imediato da proteção da propriedade. Deixar de atualizar valores pecuniários ou atualizá-los segundo critérios evidentemente incapazes de capturar o fenômeno inflacionário representa aniquilar o direito propriedade em seu núcleo essencial.
Tal constatação implica a pronúncia de inconstitucionalidade parcial da EC nº 62/09 de modo a afastar a expressão 'índice oficial de remuneração da caderneta de poupança' introduzida no § 12 do art. 100 da Lei Maior como critério de correção monetária dos créditos inscritos em precatório, por violação ao direito fundamental de propriedade (art. 5º, XII, CF/88), inegável limite material ao poder de reforma da Constituição (art. 60, § 4º, IV, CF/88).
grifou-se.
A ré traz aos autos argumentação no sentido de que o índice de correção dos saldos da conta do FGTS devem ser mantidos, pois suas verbas são utilizadas para concessão de mútuos concedidos na área educacional, habitacional, de infra-estrutura urbana, os quais são remunerados também pela TR. Argumenta que a eventual procedência da demanda prejudicará tais políticas públicas.
É o que afirma em sua contestação (evento 19, CONT1, pg. 15 do PDF):
Embora tal remuneração traga benefícios ao fundista, não é este o objetivo final da lei, mas sim a manutenção do paralelismo entre os investimentos feitos com verbas do FGTS e sua remuneração. Por isso mesmo as verbas do FGTS são utilizadas em diversos tipos de mútuo, remunerados pela mesma taxa, qual seja, a TR.
O que aparentemente esquece a ré é que ainda que exista tal paralelismo quanto ao índice de correção monetária, conforme por ela afirmado em sua contestação, não há qualquer paralelismo em relação aos juros aplicados.
Veja-se: com a TR ostentando seus índices praticamente zerados desde o ano de 2009, os saldos das contas do FGTS acabaram sendo remunerados tão somente pelos juros anuais de 3% previstos na Lei 8.036/90. Ou seja, os juros que deveriam, supostamente, remunerar o capital, não são sequer suficientes para repor o poder de compra perdido pela inflação acumulada.
Há que se verificar quais dos programas instituídos pelo Governo Federal e operacionalizados pela CEF, quer seja de financiamento estudantil, habitacional ou de infraestrutura em que há cobrança de juros de 3% ao ano. Segundo informações do sítio eletrônico da ré (www.cef.gov.br), a taxa cobrada no programa 'Minha casa melhor' é de 5% ao ano, enquanto do programa 'Minha casa minha vida' vão de 5% a 8,66% ao ano. Não há, pois, qualquer paralelismo quanto trata-se de taxa de juros aplicadas.
Ou seja, no sistema atual o governo busca implementar projetos subsidiados às custas da baixa remuneração e quase nula atualização monetária dos saldos das contas do Fundo de Garantia. Ou seja, inexiste, no sistema atual, qualquer remuneração aos saldos das contas do FGTS. Pelo contrário, pois os juros de 3% ao ano sequer são suficientes para repor a desvalorização da moeda no período.
Não se desconhece que o FGTS possui relevante papel social na prática das políticas públicas no Brasil, mas não há que se olvidar que historicamente sua criação teve por objeto dar ao trabalhador estabilidade no trabalho e alguma segurança financeira em caso de demissão sem justa causa, em substituição à antiga estabilidade decenal. Os valores depositados à sua ordem no FGTS, ainda que realizados pelo empregador, pertencem ao empregado, que não obstante não possa fazer livre movimentação de sua conta, é seu titular e destinatário final.
O saldo do FGTS pode ser sacado, de acordo com o art. 20, inciso V, da Lei 8.039/90, para ser utilizado como pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação.
Vemos, portanto, a hipótese absurda de que o trabalhador, tendo o saldo da sua conta de FGTS corroído pela inflação, não dispor do suficiente para adquirir a casa própria, de forma a necessitar firmar contrato pelo SFH (o qual foi financiado às suas expensas), para pagar juros muito superiores àqueles com os quais foi remunerado. O dinheiro que lhe foi subtraído pela má remuneração de sua conta, então, deverá ser tomado emprestado daquele que o subtraiu, mediante pagamento de juros.
Tem-se, em resumo, que a Lei nº 8.036/90, lei específica do FGTS, determina que ao saldo de suas contas deve ser obrigatoriamente aplicado índice de correção monetária. Não sendo a Taxa Referencial (TR), índice disposto pela Lei 8.177/91, hábil a atualizar monetariamente tais saldos, e estando tal índice em lei não específica do FGTS, entende-se que como inconstitucional a utilização da TR para tal fim, subsistindo a necessidade de aplicar-se índice de correção monetária que reflita a inflação do período, tal como prevê a Lei nº 8.036/90.
Nos moldes do que fora trazido pela parte autora em sua petição inicial, os índices que atualmente têm refletido a variação inflacionária brasileira são o INPC e o IPCA-E. Assim, resta analisar qual índice deverá ser adotado para fins de correção dos saldos do FGTS.
Tendo em conta que a Corte Constitucional ainda não decidiu sobre a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade do uso da TR na correção dos precatórios e dívidas da Fazenda Pública, bem como em razão de ser vedado o non liquet (art. 126 do CPC), tem-se que o índice aplicável à atualização monetária, em substituição à Taxa Referencial, deve ser o IPCA-E ao invés do INPC, calhando transcrever as suas formas de cálculos e abrangências, consoante previsto no sítio eletrônico (http://www.portalbrasil.net/ipca_e.htm, http://www.portalbrasil.net/inpc.htm, acessos em 15/01/2014), a saber, respectivamente:
O que compõe o IPCA-E:
Por determinação legal (Medida Provisória número 812, de 30 de dezembro de 1994), o IPCA - Série Especial está sendo divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, baseado nos índices do IPCA-15. O Portal Brasil apresenta na tabela também avariação mensal - apenas para efeito de estatística e estimativa futura doíndice. A sua validade e aplicabilidade, entretanto, é trimestral. Este índice é aqui informado apenas para subsidiar expectativas de acúmulos trimestrais ou entre períodos.
O IPCA/IBGE verifica as variações dos custos com os gastos das pessoas que ganham de um a quarenta salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e município de Goiânia. O Sistema Nacional de Preços ao Consumidor - SNIPC efetua a produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor, tendo como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio).
O IPCA/E utiliza, para sua composição de cálculo, os seguintes setores: alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação.
O que compõe o INPC/IBGE:
O INPC/IBGE foi criado inicialmente com o objetivo de orientar os reajustes de salários dos trabalhadores.
O Sistema Nacional de Preços ao Consumidor - SNIPC efetua a produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor tendo como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio). A população-objetivo do INPC abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 (hum) e 5 (cinco) salários-mínimos (aproximadamente 50% das famílias brasileiras), cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das regiões, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e demais residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas abrangidas.
Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia.
Calculado pelo IBGE entre os dias 1º e 30 de cada mês, compõe-se do cruzamento de dois parâmetros: a pesquisa de preços nas onze regiões de maior produção econômica, cruzada com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF).
Janeiro/2012 - Alterações Significativas: A partir de janeiro/2012 o INPC passou a ser calculado com base nos valores de despesa obtidos na Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2008-2009. A POF é realizada a cada cinco anos pelo IBGE em todo o território brasileiro o que permite atualizar os pesos (participação relativa do valor da despesa de um item consumido em relação à despesa total) dos produtos e serviços nos orçamentos das famílias. De julho de 2006 à dezembro de 2011 a base dos índices de preços ao consumidor era a POF de 2002-2003.
Outra mudança importante: Até 31.12.2011 eram consideradas no cálculo as famílias com rendimento de 1 à 6 salários mínimos. A partir de 01.01.2012 isso diminuiu (de 1 à 5 salários mínimos) em função da elevação real da renda do brasileiro evitando, assim, desvirtuação da faixa salarial.
Vê-se, pois que, enquanto o INPC abrange as famílias com rendimentos mensais entre 1 a 5 salários mínimos e é calculado pelo IBGE com base em pesquisa de preços nas 11 regiões de maior produção econômica cruzada com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) - encontro de 2 parâmetros, o IPCA-E, por sua vez, alcança o patamar familiar de 1 a 40 salários mínimos é calculado também IBGE de forma direta, abrangendo os seguintes setores: alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação, sendo este último (IPCA-E) mais abrangente e refletindo a real inflação nos principais setores econômicos que influenciam os gastos familiares de forma real (sem interferência da POF a qual pode ficar congelada por 5 anos, diversamente do que ocorre na fórmula de cálculo do INPC que deve ser cruzada com aquela pesquisa).
Não bastasse a eleição de tal índice pelos Tribunais Pátrios, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 (Lei 12.919/2013), previu no seu artigo 27 que os precatórios no ano de 2014 serão corrigidos pelo IPCA-E do IBGE:
Art. 27. A atualização monetária dos precatórios, determinada no § 12 do art. 100 da Constituição Federal, inclusive em relação às causas trabalhistas, previdenciárias e de acidente do trabalho, observará, no exercício de 2014, a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - Especial - IPCA-E do IBGE. Grifou-se.
Corroborando, ainda, a eleição de tal índice, importa consignar que em sessão ordinária do Conselho da Justiça Federal - CNJ, ocorrida em 25/11/2011, foi aprovado o novo 'Manual de Cálculos da Justiça Federal' onde passa a incidir o IPCA-e como indexador de Correção Monetária para as sentenças condenatórias em geral, conforme se pode verificar no sítio do cjf na internet (www.cjf.jus.br).
Assim sendo, entendo que deve ser aplicado, para fins de dar cumprimento à atualização monetária dos saldos das contas do FGTS prevista no art. 2º da Lei 8.036/90, o IPCA-E do IBGE, em substituição à TR, desde janeiro do ano de 1999, a partir de quando tal índice deixou de refletir a variação inflacionária da moeda. Além disso, tais valores deverão ser acrescidos de juros de mora de 1% a. M. (um por cento ao mês), a contar da citação, até o efetivo pagamento.
Dispositivo
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTES os pedidos, condenando a CEF a pagar à parte autora os valores correspondentes à diferença de FGTS em razão da aplicação da correção monetária pelo IPCA-E desde janeiro de 1999 em diante até seu efetivo saque, cujo valor deverá ser apurado em sede de cumprimento de sentença. Caso não tenha havido saque, tal diferença deverá ser depositada diretamente na conta vinculada do autor.
Sem custas e honorários advocatícios (artigos 54 e 55 da Lei nº 9.099/95 c/c artigo 1º da Lei 10.259/01).
Sentença publicada e registrada eletronicamente. Intimem-se.
Havendo recurso (s), intime (m)-se a (s) parte (s) contrária (s) para apresentação de contrarrazões, no prazo de dez dias. Recebo, desde já, eventual recurso no efeito devolutivo. Juntados os eventuais recursos e as respectivas contrarrazões apresentadas no prazo legal devem ser os autos remetidos à Turma Recursal.
Foz do Iguaçu (PR), 15 de janeiro de 2014.
Diego Viegas Véras
Juiz Federal Substituto
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Novo Código Comercial não tratará de questões que envolvam o consumidor
A proposta de modernização do Código Comercial elaborada por uma comissão de juristas e entregue ao presidente do Senado, Renan Calheiros, propõe a regulamentação das relações empresariais e de uma série de contratos comerciais não tratados no Código Civil, mas não tocará nas relações entre empresas e consumidor, que continuarão a ser objeto do Código de Defesa do Consumidor. Veja a entrevista que o presidente da comissão, ministro do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, concedeu à TV Senado.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Finanças aprova proposta de criação de novos cargos no Poder Judiciário
Proposta aprovada pela comissão cria 205 novos cargos no Judiciário catarinense.
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou, por unanimidade de votos, na manhã desta quarta-feira (23), o Projeto de Lei Complementar (PLC) 25/2013, de autoria do Tribunal de Justiça (TJ), que visa criar e transformar cargos e funções gratificadas no quadro de pessoal do Poder Judiciário estadual. Antes de ir a plenário, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Entre os principais pontos citados no projeto estão a criação de 30 novas vagas em nível superior, sendo 20 para oficial de Justiça e avaliador e 10 para analista de sistemas. Para o nível médio, estão previstas 120 vagas, das quais 20 para agente operacional de serviços diversos e 100 para técnico judiciário auxiliar. Já para cargos de provimento em comissão serão abertas 55 vagas para assessor jurídico, duas para secretário de Câmara, duas para assessor técnico correicional, uma para diretor, uma para assessor técnico e uma para chefe de divisão.
Visando corrigir imprecisões quanto às funções e ao nível dentro da estrutura do Poder Judiciário, também foram propostas alterações na denominação do cargo de assessor de relações públicas, passando a figurar como assessor de cerimonial e no de escrivão correicional, que passa para assessor técnico correicional.
O projeto informa ainda que a repercussão orçamentária e financeira no processo está estimada em R$ 3,7 milhões para 2013, passando para R$ 15,5 milhões a partir do próximo ano. Os recursos necessários ficarão por conta da dotação própria do TJ, cujas despesas com pagamento de pessoal permanecerão abaixo do limite prudencial estipulado na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em seu parecer, o deputado Darci de Matos (PSD) destacou o alcance da iniciativa. “Trata-se de uma proposta importante, pois dará condições para que o Judiciário possa atender a população de forma mais eficiente”, disse.
Programa de reciclagem de papel
Também por unanimidade, foi aprovado o Projeto de Resolução (PRS) 8/2012, que dispõe sobre o uso de papel reciclado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O texto, de autoria da deputada Angela Albino (PCdoB), prevê a adoção do produto de forma gradual, em um percentual mínimo de 10% no primeiro ano de vigência da medida, até chegar à totalidade no sexto.
A relatora, deputada Luciane Carminatti (PT), afirmou que a proposta possibilita a preservação do meio ambiente, colocando o Legislativo como exemplo no setor. “Cada vez mais é produzido lixo, que deve retornar à natureza de forma útil e saudável”, disse. A proposta também está na pauta da Comissão de Turismo e Meio Ambiente.
Adiada a reunião com os secretários da Fazenda e Educação
Programada para a manhã desta quarta-feira, a vinda dos secretários estaduais da Fazenda, Antonio Gavazzoni, e da Educação, Eduardo Deschamps, foi adiada, em data ainda a ser confirmada. O motivo da vinda dos secretários, que cumprem agenda de compromissos com o governador no Oeste do estado, seria prestar esclarecimentos sobre a forma de aplicação dos recursos destinados ao setor de educação.
“Infelizmente é a terceira vez que esta reunião é agendada e também adiada”, lamentou o presidente da Comissão de Finanças, deputado Gilmar Knaesel (PSDB).
LOA 2014
Também foi adiada a divulgação do cronograma de tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA), de iniciativa do Executivo, que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2014 (PL 415/2013). O motivo da postergação das datas, disse Gilmar Knaesel, relator da matéria, é o atraso na chegada da proposta de alteração do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, que se encontra atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Não podemos deliberar sobre a LOA sem antes analisar a proposta de alteração do PPA, pois são matérias correlatas. Como estas peças orçamentárias possuem uma tramitação complexa, vamos solicitar à CCJ que acelere da alteração do PPA”, explicou.
Alexandre Back
AGÊNCIA AL
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou, por unanimidade de votos, na manhã desta quarta-feira (23), o Projeto de Lei Complementar (PLC) 25/2013, de autoria do Tribunal de Justiça (TJ), que visa criar e transformar cargos e funções gratificadas no quadro de pessoal do Poder Judiciário estadual. Antes de ir a plenário, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Entre os principais pontos citados no projeto estão a criação de 30 novas vagas em nível superior, sendo 20 para oficial de Justiça e avaliador e 10 para analista de sistemas. Para o nível médio, estão previstas 120 vagas, das quais 20 para agente operacional de serviços diversos e 100 para técnico judiciário auxiliar. Já para cargos de provimento em comissão serão abertas 55 vagas para assessor jurídico, duas para secretário de Câmara, duas para assessor técnico correicional, uma para diretor, uma para assessor técnico e uma para chefe de divisão.
Visando corrigir imprecisões quanto às funções e ao nível dentro da estrutura do Poder Judiciário, também foram propostas alterações na denominação do cargo de assessor de relações públicas, passando a figurar como assessor de cerimonial e no de escrivão correicional, que passa para assessor técnico correicional.
O projeto informa ainda que a repercussão orçamentária e financeira no processo está estimada em R$ 3,7 milhões para 2013, passando para R$ 15,5 milhões a partir do próximo ano. Os recursos necessários ficarão por conta da dotação própria do TJ, cujas despesas com pagamento de pessoal permanecerão abaixo do limite prudencial estipulado na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em seu parecer, o deputado Darci de Matos (PSD) destacou o alcance da iniciativa. “Trata-se de uma proposta importante, pois dará condições para que o Judiciário possa atender a população de forma mais eficiente”, disse.
Programa de reciclagem de papel
Também por unanimidade, foi aprovado o Projeto de Resolução (PRS) 8/2012, que dispõe sobre o uso de papel reciclado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O texto, de autoria da deputada Angela Albino (PCdoB), prevê a adoção do produto de forma gradual, em um percentual mínimo de 10% no primeiro ano de vigência da medida, até chegar à totalidade no sexto.
A relatora, deputada Luciane Carminatti (PT), afirmou que a proposta possibilita a preservação do meio ambiente, colocando o Legislativo como exemplo no setor. “Cada vez mais é produzido lixo, que deve retornar à natureza de forma útil e saudável”, disse. A proposta também está na pauta da Comissão de Turismo e Meio Ambiente.
Adiada a reunião com os secretários da Fazenda e Educação
Programada para a manhã desta quarta-feira, a vinda dos secretários estaduais da Fazenda, Antonio Gavazzoni, e da Educação, Eduardo Deschamps, foi adiada, em data ainda a ser confirmada. O motivo da vinda dos secretários, que cumprem agenda de compromissos com o governador no Oeste do estado, seria prestar esclarecimentos sobre a forma de aplicação dos recursos destinados ao setor de educação.
“Infelizmente é a terceira vez que esta reunião é agendada e também adiada”, lamentou o presidente da Comissão de Finanças, deputado Gilmar Knaesel (PSDB).
LOA 2014
Também foi adiada a divulgação do cronograma de tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA), de iniciativa do Executivo, que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2014 (PL 415/2013). O motivo da postergação das datas, disse Gilmar Knaesel, relator da matéria, é o atraso na chegada da proposta de alteração do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, que se encontra atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Não podemos deliberar sobre a LOA sem antes analisar a proposta de alteração do PPA, pois são matérias correlatas. Como estas peças orçamentárias possuem uma tramitação complexa, vamos solicitar à CCJ que acelere da alteração do PPA”, explicou.
Alexandre Back
AGÊNCIA AL
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
Exame da OAB - segunda fase - Cadernos e padrões de resposta
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito Administrativo) |
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito Civil) |
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito Constitucional) |
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito do Trabalho) |
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito Empresarial) |
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito Penal) |
![]() | 06/10/2013 | Caderno de Prova (Direito Tributário) |
![]() | 06/10/2013 | Padrão de respostas - Direito do Trabalho |
![]() | 06/10/2013 | Padrão de respostas - Direito Tributário |
![]() | 06/10/2013 | Padrão de respostas - Direito Penal |
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![]() | 06/10/2013 | Padrão de respostas - Direito Empresarial |
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Especial: questões de concurso sobre o tema "estabelecimento empresarial"
1
- (FCC - 2013 - TJ-PE - Juiz) No tocante ao estabelecimento e seus institutos
complementares, é correto afirmar que
a) a sociedade limitada pode aditar
firma ou denominação, integradas pela palavra final “limitada” ou a sua
abreviatura; a omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade
subsidiária e limitada ao capital social dos administradores que empregarem a
firma ou a denominação da sociedade.
b) o preposto do estabelecimento pode
negociar livremente por conta própria ou de terceiro, bem como participar de
operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, salvo vedação expressa a
respeito.
c) o adquirente do estabelecimento
responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que
regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente
obrigado pelo prazo de um ano, contado da publicação quanto aos créditos
vencidos, e da data do vencimento em relação aos demais.
d) o juiz poderá, livremente e sem
ressalvas, determinar diligências para verificar se o empresário ou a sociedade
empresária observam, ou não, as formalidades prescritas em lei em seus livros e
fichas contábeis.
e) a sociedade simples e a sociedade
empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das
Juntas Comerciais, e o empresário vincula-se ao Registro Civil das Pessoas
Jurídicas, vedado à sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade
empresária.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Colégio de Presidentes sugere alterações no Exame de Ordem
João Pessoa (PB) - O Colégio de Presidentes, reunido nesta sexta-feira (13), em João Pessoa, aprovou a sugestão de alteração no provimento do Exame de Ordem, para que esta seja deliberada pelo Pleno do Conselho Federal. Com isso, será permitido que em caso de reprovação na 2ª. fase (prático-profissional) o examinando possa fazer o aproveitamento da aprovação da 1ª fase.
O candidato terá direito a fazer novamente a prova prático-profissional, uma única vez, no Exame seguinte.
“O aproveitamento de fase é algo que defendo desde o tempo que era presidente de seccional”, saudou o coordenador Nacional do Exame de Ordem, Leonardo Avelino Duarte.
A decisão irá ao Pleno do Conselho Federal para aprovação. A intenção é que, se aprovada, a medida valha já para o edital do próximo Exame.
O candidato terá direito a fazer novamente a prova prático-profissional, uma única vez, no Exame seguinte.
“O aproveitamento de fase é algo que defendo desde o tempo que era presidente de seccional”, saudou o coordenador Nacional do Exame de Ordem, Leonardo Avelino Duarte.
A decisão irá ao Pleno do Conselho Federal para aprovação. A intenção é que, se aprovada, a medida valha já para o edital do próximo Exame.
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